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domingo, 12 de junho de 2016

Liberdade - Vivi Ulbricht


Minha pele é marcada,
Minha voz arranhada,
Sinto dor onde existia amor;
Onde foi que me perdi?
não me encontro mais...
Até o inferno já conheci

Hoje sei que o que dói,
é não se reconhecer,
é aceitar o que foi determinado,
Aceitar sem reclamar,
mesmo quando se quer gritar!

Grito mudo, 
abafado pelo barulho do mundo!
Não é grito de dor,
Grito para conseguir sorrir,
Grito de liberdade,
Liberdade de me permitir existir

Vivi Ulbricht 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Vida e Amor - Vivi Ulbricht



A noite me revela
os mais doces sentimentos,
esquecidos entre janelas,
pintados com aquarela,
de cores mortas...
Cores sem vida, 
Vida sem amores,
Sem paixão, sem dor,
sem odor,  
Sem flor!
Vida amarga, doces lembranças,
Amor sem vida,
Vida maldita,
Vida sem cor! 

Vivi Ulbricht

terça-feira, 17 de maio de 2016

Ando - Vivi Ulbricht











Ando assim, 
quase sem tempo
quase sem medo,
quase sem jeito,

Ando... 
sem correr,
sem sofrer
sem ter,

Ando....
sem você,
sem ninguém, 
sem ser refém

Do tempo,
de você, 
do medo,
de ninguém...

Vivi Ulbricht

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Noite - Vivi Ulbricht





A noite que me leva às estrelas,
é a mesma noite que me cega,
a mesma que me apavora, 
me deixa insana!
A noite que me faz sonhar,
é a mesma que me mostra fantasmas
Toda noite é bela, quando vista pela janela,
A noite me encara,
bate em minha cara,
é minha tristeza, alegria,
fantasia...
A noite existe para quem brilha!

Vivi Ulbricht   



terça-feira, 26 de abril de 2016

Vem me Resgatar - Vivi Ulbricht



Amor,
Não tenho pressa,
vou lhe esperar...
Ninguém mais me interessa,
Depois de sua boca beijar!

Não quero esquecer sua voz,
Seu gosto de amor,
Seus cabelos macios,
Sua cheiro,
que em meu corpo impregnou!

Sei que vai voltar!
vou lhe esperar....
Não tenho pressa,
Mas posso um dia me cansar!
Vem me resgatar!

Vivi Ulbricht


A Noite Mais Bela - Vivi Ulbricht



A noite mais bela, 
foi aquela que me beijou,
Em mim, deixou seu sabor,
Fez meu coração disparar...

Ah... que noite bela, aquela,
Que lhe vi chegar!
Para que servem palavras,  
Quando falamos com o olhar?

Mãos suadas,
Corpos pedindo carinho,
Seu nome, sussurro baixinho,
Pedindo que volte,

Que seja eterna,
A noite mais bela....

Vivi Ulbricht




terça-feira, 29 de março de 2016

Dias - Vivi Ulbricht



Tem dias que 
estou mais 
sensível, 

mais sentimental,
mais sozinha.
Sinto falta de seu 
abraço,
seu beijo, seu 
cheiro,
seu carinho, sua 
voz,
Sinto falta de nós!
Meu coração 
chora,
lágrimas não 
escorrem mais,
secaram....
Tem dias que sou suas lembranças,
sou o que de você ficou!
O que você me deixou...todos os dias.


Vivi Ulbricht

segunda-feira, 28 de março de 2016

No Silêncio do Meu Tempo - Vivi Ulbricht



No silêncio, entendo os sons,


Ouço o vento,

Sinto o perfume das flores,

Converso com o tempo...

Tempo que corre, 

não espera nem a morte!

O tempo tem pressa,

de voar, de correr....




No silêncio brinco com meu tempo,


Fecho os olhos e não o vejo passar,


Tempo é vida, 


Não tenho tempo para o esperar....


Abro os olhos e lá se foi meu tempo!

Ele não tem tempo de comigo brincar!


Vivi Ulbricht

sábado, 19 de março de 2016

OLHARES PERDIDOS - VIVI ULBRICHT







Observo ao meu redor,



Penso e fico em silêncio...



Quantos rostos sem expressões,



Sorrisos fingidos, testas franzidas,



Olhares desconfiados;



Quem são? Para onde vão?



O que fazem?



Cada um com sua história de vida,



Com suas dores, seus medos, seus desejos,



Seus sonhos, seus passados...



Alguns olhares estão perdidos, 



Olhares vazios!



Penso e observo,


Enquanto sou observada por um desconhecido!



Vivi Ulbricht

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Enquanto Não Chega - Vivi Ulbricht






"Esse seu olhar, seu sorriso, 

seu jeito de falar, me faz tão bem!

Não sei explicar... 

Nada mais me interessa!
 
Não tenho pressa, vou lhe esperar!

Enquanto não chega,

vou contigo sonhar,

lhe amar"....


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ponto Final - Vivi Ulbricht




Quisera eu ter o brilho das estrelas, 
A leveza das borboletas,
A pureza da criança,
Ser um mar de esperanças;

Quisera eu ter seu amor,
Ter asas para voar, 
A Lua alcançar,
O Universo ser nosso lar;

Quisera eu não mais ver o tempo passar,

Poder ter tudo que não tem preço


Não viver de reticências....


Colocar ponto final, antes de todo recomeço!



Vivi Ulbricht

Estações....Quem me Dera - Vivi Ulbricht




Quem me dera ser a primavera,

Perfumar sua manhã,
Florescer na sua janela...

Quem me dera ser o verão,

Levar o sol ao seu amanhecer,
Seu coração, aquecer

Quem me dera ser o outono,

Soprar a brisa em seu rosto,
Em um tapete de folhas ver você passar

Quem me dera ser o inverno,

esperaria você adormecer,
nossas lembranças, em seus sonhos,
eu iria as congelar...


Vivi Ulbricht

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Sou - Vivi Ulbricht



Sou o que escrevo,
o que meus olhos falam, 
sou o que eu calo,
sou meus erros e acertos... 

Vivi Ulbricht

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Fernando Pessoa - Chove. Há silêncio

Chove. Há Silêncio


Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva 
Não faz ruído senão com sossego. 
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva 
Do que não sabe, o sentimento é cego. 
Chove. Meu ser (quem sou) renego... 

Tão calma é a chuva que se solta no ar 
(Nem parece de nuvens) que parece 
Que não é chuva, mas um sussurrar 
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. 
Chove. Nada apetece... 

Não paira vento, não há céu que eu sinta. 
Chove longínqua e indistintamente, 
Como uma coisa certa que nos minta, 
Como um grande desejo que nos mente. 
Chove. Nada em mim sente... 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 

Fernando Pessoa - "Como Te Amo"



Como te amo? Não sei de quantos modos vários 
Eu te adoro, mulher de olhos azuis e castos; 
Amo-te com o fervor dos meus sentidos gastos; 
Amo-te com o fervor dos meus preitos diários. 

É puro o meu amor, como os puros sacrários; 
É nobre o meu amor, como os mais nobres fastos; 
É grande como os mares altisonos e vastos; 
É suave como o odor de lírios solitários. 

Amor que rompe enfim os laços crus do Ser; 
Um tão singelo amor, que aumenta na ventura; 
Um amor tão leal que aumenta no sofrer; 

Amor de tal feição que se na vida escura 
É tão grande e nas mais vis ânsias do viver, 
Muito maior será na paz da sepultura! 

Fernando Pessoa, "Inéditos – Poemas de Lança-Pessoa – Manuscrito (Junho/1902)"