Na dúvida, atirou.
Só depois que o suposto adversário caiu,
percebeu que aquilo que ele carregava, aquilo que jurou ser uma arma ao olhar de
longe, os olhos atrapalhados pelo nevoeiro da confusão, aquilo não era arma
nenhuma.
Aquilo era só e era muito uma flor.
Antes de atirar e talvez ferir amores, é sábio
arriscar alguns passos e deixar o coração chegar mais perto pra ver melhor. Pra
ver além.
Muitas vezes, o único inimigo, a verdadeira
ameaça que nos desafia por mais mentirosa que seja, é o nosso medo.


Nenhum comentário:
Postar um comentário