segunda-feira, 11 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
À minha Mãe - Olavo Bilac
À minha mãe.
Sei que um dia não há (e isso é bastante
A esta saudade, mãe!) em que a teu lado
Sentir não julgues minha sombra errante,
Passo a passo a seguir teu vulto amado.
- Minha mãe! minha mãe! – a cada instante
Ouves. Volves, em lágrimas banhado,
O rosto, conhecendo soluçante
Minha voz e meu passo acostumado.
E sentes alta noite no teu leito
Minh’alma na tua alma repousando,
Repousando meu peito no teu peito…
E encho os teus sonhos, em teus sonhos brilho,
E abres os braços trêmulos, chorando,
Para nos braços apertar teu filho!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
O Tempo - Vivi Ulbricht
O tempo não me espera,
Eu o vejo passar correndo pela janela;
Suas cores estão desbotadas,
Desgastadas...
Ele acelera, sem piedade,
Sem compaixão,
Deixando rastros de
solidão
Espalhados pelas faces cansadas,
Sofridas e frias....
O tempo não perdoa a quem dele zomba!
Ele se mostra cruel,
Arranha o coração,
Nos faz cair no esquecimento,
Mostra ser tudo um breve momento,
Passa como o vento...
Destruindo sonhos,
Marcando rostos com traços profundos,
Entristecendo olhares no firmamento
Levando sorrisos,
Lágrimas e o amor......
Ah...o amor!
O tempo leva, mas não o corrói,
Porque o Amor Verdadeiro, nem o tempo destrói....
Vivi Ulbricht
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