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domingo, 10 de maio de 2015

À minha Mãe - Olavo Bilac


À minha mãe.


Sei que um dia não há (e isso é bastante

A esta saudade, mãe!) em que a teu lado

Sentir não julgues minha sombra errante,

Passo a passo a seguir teu vulto amado.


- Minha mãe! minha mãe! – a cada instante

Ouves. Volves, em lágrimas banhado,

O rosto, conhecendo soluçante

Minha voz e meu passo acostumado.


E sentes alta noite no teu leito

Minh’alma na tua alma repousando,

Repousando meu peito no teu peito…


E encho os teus sonhos, em teus sonhos brilho,

E abres os braços trêmulos, chorando,

Para nos braços apertar teu filho!


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