Powered By Blogger

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O PRESÉPIO DE NATAL





Representa o local do nascimento de Cristo com as figuras do Menino Deus, de José, Maria, animais, pastores e magos. É montado em igrejas, residências, casas comerciais e lugares públicos.
O primeiro presépio foi feito em 1223 por São Francisco de Assis, nas redondezas de Greccio, Itália. Dizem que, passeando por uma floresta, encontrou um estábulo abandonado. No outro dia trouxe para ele uma estátua de criança, colocando-a sobre a palha. Os animais que acompanhavam o santo ficaram em volta da estátua. As pessoas da região foram ver o que estava acontecendo e entoaram cânticos natalinos. Como São Francisco via que as igrejas ficavam desertas na Noite de Natal, pediu ao papa para fazer uma réplica de gruta nos templos. Autorizado, montou o primeiro presépio com figuras humanas verdadeiras.
O costume se difundiu até chegar ao ponto de se reduzir seu tamanho e poder ser montado dentro das casas. O gesto de montar o presépio deverá vir acompanhado do propósito de reconhecer no Jesus-Menino de gesso, madeira ou outro material, uma lembrança do Filho de Deus, que veio nos libertar dos pecados. O presépio é uma linguagem visual para nos lembrar a vinda de Jesus para o meio de nós. A palavra “presépio” vem do latim e também significa estábulo, manjedoura. O presépio nos lembra que Jesus escolheu um ambiente pobre e rude para nascer. Poderia tê-lo feito num palácio. O ensinamento que podemos tirar desse fato é o valor da simplicidade, docilidade e fé acima de tudo.

NATAL e as GUIRLANDAS....O QUE REPRESENTAM?



A Igreja Católica comemora no dia 25 DE DEZEMBRO, a partir do século IV, como aniversário do nascimento de Cristo. O dia 25 apareceu pela primeira vez no calendário de Philocalus em 324, opção feita pelo Papa Júlio I, para cristianizar as grandes festas pagãs realizadas neste dia.
Comemora-se a vinda do Cristo-Menino. Como tradição, quatro domingos que antecedem o Dia de Natal, as famílias cristãs costumam fazer a preparação do Natal com a Coroa do Advento. Monta-se uma coroa de ramos de pinheiro adornada com fitas vermelhas, com quatro velas eqüidistantes, simbolizando Jesus Cristo, a luz do mundo. A cada domingo, até o Natal, uma vela por vez é acesa por um membro da família, à hora do jantar. No quarto domingo todas as velas estarão acesas.
São as chamadas Guirlandas, que simbolizando a vida eterna e a paz, está presente na decoração natalina atual.
Os arranjos com folhagens nasceram com a supertição de que heras, pinheiro, azevinho e outras plantas ofereciam proteção, no inverno, contra bruxas e demônios. Seus ramos eram usados para afugentar a má-sorte. Representa a mandala, um diagrama em círculo lembrando que a nossa vida é um ciclo de nascimento e morte.
Diz antiga lenda que se as pessoas passarem sob ela atrairão sorte para si. Ela é sinal de esperança e vida; sua fita vermelha representa o amor de Deus que nos envolve, e as velas acesas, a fé e a alegria.
Significam um “Adorno de Chamamento” e, conseqüentemente, são porta de entrada de Deus. Razão pela qual, em geral, se colocam as guirlandas nas portas, como sinal de boas vindas
.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MAMÃE NOEL - MARTHA MEDEIROS




Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.
(Dezembro de 1998).

DE CARA LAVADA - MARTHA MEDEIROS




Hoje me desfiz dos meus bens
vendi o sofá cujo tecido desenhei
e a mesa de jantar onde fizemos planos

o quadro que fica atrás do bar
rifei junto com algumas quinquilharias
da época em que nos juntamos

a tevê e o aparelho de som
foram adquiridos pela vizinha
testemunha do quanto erramos

a cama doei para um asilo
sem olhar pra trás e lembrar
do que ali inventamos

aquele cinzeiro de cobre
foi de brinde com os cristais
e as plantas que não regamos

coube tudo num caminhão de mudança
até a dor que não soubemos curar
mas que um dia vamos


Martha Medeiros

ERIC CLAPTON - PILGRIM

ASSIM EU VEJO A VIDA - CORA CORALINA




A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina

CONCLUSÕES DE ANINHA - CORA CORALINA



Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.


O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?


Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.


Cora Coralina

LER POUCO E RELER MUITO




"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

NELSON RODRIGUES

CARICATURA FEITA POR "EDUARDO BAPTISTÃO"






Na ilustração: Sérgio Buarque de Holanda, José Olympio, Jorge Amado, José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade.

RENATO RUSSO

"CADA UM, COLHE EXATAMENTE O QUE PLANTOU"


"A semeadura é opcional, mas a colheita é obrigatória"

FRASES IMPOSSÍVEIS DE DESENHAR - "CACO XAVIER"

SINFONIA - Araci Barreto




Por te amar, sofro.
Por covardia, calo.
Conquistar-te, tento.
Tua indiferença, agüento.
Em tua vida, vivo.
Por teu carinho, morro.
O teu amor, quero.
Sem conseguir, choro.
E a tentar, volto.
Mais infeliz, fico.
Pra disfarçar, canto.
O meu sofrer, aumento.
Para teus braços, corro.
Arrependida, paro.
Meu coração, estalo.
E, só em ti, penso.
Pensando assim, adormeço.
Nos meus sonhos, falo.
Acho que até, choro.
Te enamorar, espero.
Com nervosismo, fumo.
E, sem querer, me enfureço.
Meus sentimentos, amarro.
Penso em pegar-te, a laço.
Em amarrar-te, seguro.
Pra declarar-me, ensaio.
Minha vontade, estraçalho.
Mas, ao te ver, esmoreço.
Assim vivendo, me engano.
Pra suportar, minto.
Por paciência, oro.
Felicidade, finjo.
E sem você, anoiteço.

TEMPO DE NATAL - Reginaldo Fortuna



Era Natal e a neve caía. A gente não via porque com aquele sol ela devia ter se evaporado. Mas no pinheirinho perto da janela ela se acumulava em flocos de algodão hidrófilo.

Nos lares acendiam-se as tevês e um jingle crepitava ao chocalhar das renas. O Jingle Bell ! O Jingle Bell ! Entrava Papai Noel e sorteava uma cartinha de um montão.

Na mesa a hora da consoada soava.

De repente o vexame: as neves do pinheirinho levaram uma pancada d’água mais forte do que podiam chupar e ficaram tão pesadas que podiam até quebrar um galho.

Na rua era uma graça ver os bons velhinhos correndo pra trocar seus cajados por guarda-chuvas, chapinhando nas poças que se formavam dentro das botas.

Só na televisão a chuva era horizontal e o peru, cheio da farofa, veio para o centro da mesa transformado em galinha. A dona da casa corria de um lado pro outro explicando:

— Encolheu com a chuva! Encolheu com a chuva!