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quarta-feira, 18 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

FERNANDO PESSOA - O CORVO * (de Edgar Allan Poe)






    Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
    Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
    E já quase adormecia, ouvi o que parecia
    O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
    "Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

    É só isto, e nada mais."Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
    E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
    Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
    P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

    Mas sem nome aqui jamais!Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
    Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
    Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
    "É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
    Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

    É só isto, e nada mais".E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
    "Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
    Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
    Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
    Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

    Noite, noite e nada mais.A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
    Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
    Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
    E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
    Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

    Isso só e nada mais.Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
    Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
    "Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
    Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
    Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

    "É o vento, e nada mais."Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
    Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
    Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
    Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
    Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

    Foi, pousou, e nada mais.E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
    Com o solene decoro de seus ares rituais.
    "Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
    Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
    Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

    Disse o corvo, "Nunca mais".Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
    Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
    Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
    Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
    Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

    Com o nome "Nunca mais".Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
    Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
    Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
    Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
    Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

    Disse o corvo, "Nunca mais".A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
    "Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
    Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
    Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
    E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

    Era este "Nunca mais".Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
    Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
    E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
    Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
    Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

    Com aquele "Nunca mais".Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
    À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
    Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
    No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
    Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

    Reclinar-se-á nunca mais!Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
    Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
    "Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
    O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
    O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais"."Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
    Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
    A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
    A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
    Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

    Disse o corvo, "Nunca mais"."Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
    Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
    Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
    Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais"."Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
    Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
    Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
    Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
    Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
    No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
    Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
    E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
    Libertar-se-á... nunca mais!

Fernando Pessoa - ANNABEL LEE * (de Edgar Allan Poe)







    Foi há muitos e muitos anos já,
    Num reino de ao pé do mar.
    Como sabeis todos, vivia lá
    Aquela que eu soube amar;
    E vivia sem outro pensamento
    Que amar-me e eu a adorar.


    Eu era criança e ela era criança,
    Neste reino ao pé do mar;
    Mas o nosso amor era mais que amor --
    O meu e o dela a amar;
    Um amor que os anjos do céu vieram
    a ambos nós invejar.


    E foi esta a razão por que, há muitos anos,
    Neste reino ao pé do mar,
    Um vento saiu duma nuvem, gelando
    A linda que eu soube amar;
    E o seu parente fidalgo veio
    De longe a me a tirar,
    Para a fechar num sepulcro
    Neste reino ao pé do mar.


    E os anjos, menos felizes no céu,
    Ainda a nos invejar...
    Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
    Neste reino ao pé do mar)
    Que o vento saiu da nuvem de noite
    Gelando e matando a que eu soube amar.


    Mas o nosso amor era mais que o amor
    De muitos mais velhos a amar,
    De muitos de mais meditar,
    E nem os anjos do céu lá em cima,
    Nem demônios debaixo do mar
    Poderão separar a minha alma da alma
    Da linda que eu soube amar.


    Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
    Da linda que eu soube amar;
    E as estrelas nos ares só me lembram olhares
    Da linda que eu soube amar;
    E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
    Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
    No sepulcro ao pé do mar,
    Ao pé do murmúrio do mar.



PLATÃO (século V a.C.)




O Amor é um demônio,
divindade intermediária entre os deuses e os homens,
filho de Expediente e de Pobreza,
nascido no mesmo dia em que nasceu Afrodite.
Ele é, ao mesmo tempo, belo e pobre,
arguto e audacioso,
de sua mãe herdou a instabilidade,
de seu pai herdou a coragem.
É filósofo e sofista,
mágico e feiticeiro,
nunca está na penúria nem na opulência.
Está sempre entre a ciência e a ignorância,
procura sempre o que é bom e belo,
está à cata da felicidade.
O Amor tende para a imortalidade,
busca a incessante renovação.
Quando procura a glória,
quer a eternidade imperecível.
Quando busca a felicidade,
quer a totalidade no tempo e no espaço.
Eis o termo da vida humana.
Para atingir este ponto vale a pena ter vivido!
Chegar à contemplação da Beleza em si mesma,
Beleza que te transportará mais que qualquer outra.
O Homem torna-se caro aos deuses
e atinge a imortalidade!



segunda-feira, 16 de julho de 2012

CHÁ DE MAÇÃ






Com esse friozinho, um chá é sempre bem-vindo. 
Além de aquecer, o chá de maça é um ótimo aliado para auxiliar na boa digestão, diminuir os riscos cardiovasculares e purifica o organismo, ajudando na eliminação de toxinas.
Servir na própria fruta, fica muito charmoso!!


Modo de fazer:


Utilize o miolo de uma maçã, para duas xícaras de água fervente. 
Após a água levantar fervura, desligue o fogo e deixe durante 5 minutos em imersão.
Coar e adoçar a gosto.
Pode se gostar, colocar canela em pau para incrementar o sabor. 

Para o frio...Creme de Ervilhas






Ingredientes
  • 1 cubo de caldo de carne
  • 1 litro de água
  • 300 g de ervilha seca
  • 1 cebola ralada
  • 1 colher (sopa) de margarina light
  • Sal a gosto
Modo de preparo
  • Em uma panela de pressão, coloque o caldo de carne já dissolvido na água e a ervilha. 
  • Deixe cozinhar por 15 minutos.
  • Bata no liquidificador e reserve.
  • Numa outra panela, refogue a cebola na margarina e junte a ervilha batida e deixe no fogo baixo até engrossar. 
  • Se necessário, ajuste o sal. 
  • Se ficar muito grossa, acrescente um pouco mais de água e deixe ferver.
Rendimento: 4 porções 




Torta gelada de pão de forma






Torta gelada de pão de forma

Ingredientes:

. 1 peito de frango temperado, cozido e desfiado 
. 100 g de azeitonas fatiadas 
. 1 cebola picada
. 250 g de maionese
. Ervas picadas a gosto
. 1 lata de milho-verde
. 1 caixa de creme de leite
. Queijo ralado a gosto
. 1 pacote de pão de forma

Modo de preparo:

Misture o frango desfiado com as azeitonas, a cebola e a maionese. Tempere com as ervas. Bata no liquidificador o milho escorrido e o creme de leite. Reserve. Num refratário, alterne camadas de pão e de frango. Termine com o pão. Por cima, jogue o milho batido. Cubra com o queijo e leve à geladeira por duas horas. Sirva em seguida.

Preparo: Demorado (acima de 45 minutos)
Rendimento: 6 porções

domingo, 15 de julho de 2012

BOM DIA DOMINGO!



Querida alma linda, que seu domingo seja maravilhoso...
Que seja doce, colorido e de muita paz!
Que seu coração seja aquecido com muito amor, carinho e café quentinho!
beijos,

Vivi

Siddhartha Gautam Buddha




''Liberte-se do apego. 

Buscar a felicidade nos sentidos

O sábio domina 

Palavra, corpo e mente. 

Nós somos o que pensamos. 

Tudo o que somos surge com 

nossos pensamentos. 

Com nossos pensamentos fazemos 

o nosso mundo.'' 


quinta-feira, 12 de julho de 2012

SÓ POR HOJE....



Queria que o tempo voltasse,
Só por hoje...
Quando eu me deitava no seu braço,
Sentia seu abraço apertado,
Seu beijo doce e molhado!
Sentia sua pele,
Seu cheiro, seu cabelo...
Só mais uma vez, 
Queria que você voltasse!
Dentro de mim....

Vivi

BOLO NHA BENTA





Ingredientes
  • 7 ovos
  • 2 1/2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de margarina
  • 1/2 xícara (chá) de chocolate em pó
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1/2 xícara (chá) de água
  • 1/2 envelope de gelatina em pó
  • 300 g de chocolate ao leite picado
  • 1 lata de creme de leite
  • Confeitos de chocolate
Modo de preparo
  • Prepare a massa: bata 4 gemas, 1 1/2 xícara (chá) de açúcar, a margarina e o chocolate em pó em uma batedeira.
  • Junte o leite, a farinha e o fermento peneirados.
  • Acrescente 4 claras em neve.
  • Coloque em uma forma de 24 cm de diâmetro, untada e enfarinhada.
  • Asse no forno, preaquecido, a 200 °C durante 30 minutos ou até, que, espetando um palito, ele saia limpo.
  • Deixe esfriar, corte uma tampa do bolo (de cerca de 1/3 da altura do bolo) e reserve.
  • Com uma faca, retire o meio do bolo, formando uma cavidade com 2 cm de lateral e fundo.
  • Para o marshmallow, em uma panela, misture 1 xícara (chá) de açúcar e a água.
  • Leve ao fogo brando, sem mexer, até dar ponto de calda em fio.
  • Enquanto isso, bata 3 claras em neve e, sem parar de bater, adicione em fio a calda.
  • Bata até dar ponto de marshmallow.
  • Deixe esfriar e misture a gelatina, preparada de acordo com as instruções da embalagem.
  • Coloque o marshmallow na cavidade do bolo e coloque a tampa reservada.
  • Cubra com filme plástico e leve à geladeira por 1 hora.
  • Prepare a cobertura: derreta o chocolate em banho-maria e misture o creme de leite.
  • Deixe amornar e cubra o bolo.
  • Decore com confeitos de chocolate e sirva.
Dica: esfarele a massa que sobrou, misture com sorvete e sirva com chantili.


Fonte: http://www.comidaereceitas.com.br/bolos/bolo-nha-benta.html#ixzz20SxuWMrr

FILÉ DE LINGUADO AO MOLHO DE UVAS


Ingredientes

Para o peixe:

4 filés de linguado de 200 g cada
12 uvas Itália cortadas ao meio sem caroços ou cascas e conservadas em suco de laranja
8 amêndoas sem pele torradas e cortadas finamente
100 ml de vinho branco
150 g de manteiga sem sal
sal e pimenta do moinho

Para o risoto:

300 g de arroz Arborio
150 g de manteiga
1 cebola picada
1/2 litro de caldo de aves
suco de 1/2 limão-siciliano
1 colh (chá) de raspas da casca do limão (só a parte amarela)
sal e pimenta preta do moinho

Modo de preparo

O risoto:

1. Numa panela grande, coloque 100 g de manteiga para derreter e junte a cebola.
2. Quando a cebola murchar acrescente o arroz, refogue rapidamente e vá acrescentando o caldo aos poucos, mexendo sempre após cada adição, até o arroz atingir a consistência antes do al dente.
3. Acrescente a manteiga restante, junte o caldo do limão e corrija o tempero.
4. Sirva a seguir, espalhando sobre o risoto as raspas de limão

O peixe:

Tempere os filés de linguado com sal e pimenta e doure-os na manteiga. Reserve-os.
Na mesma frigideira onde o peixe foi dourado, adicione o vinho e as uvas escorridas do caldo de laranja, e mexa com uma colher. Corrija o sal.

Montagem e finalização:

Num prato de servir, coloque um filé de linguado, cubra com um pouco de molho e salpique as lascas de amêndoa. Ao lado do peixe, disponha uma porção do risoto.
Este prato deve ser servido assim que ficar pronto.

PODE ACONTECER...




TUDO PODE ACONTECER......
PARA QUEM COMO EU, ANDA PELO MUNDO DISTRAÍDO.....
QUERO ASSIM, SURPRESAS O TEMPO TODO SOBRE MIM!

VIVI